A primeira etapa da restauração da Igreja Matriz de Delfinópolis, em Minas Gerais, foi concluída, eliminando o risco de desabamento do forro da construção. A intervenção, considerada a fase mais urgente, reforçou a estrutura do teto e recuperou pinturas históricas executadas em 1945.
A obra exigiu um trabalho minucioso para preservar a estrutura original. Segundo a restauradora Jéssica Gomes, a equipe realizou um “trabalho minucioso de amarramento desse teto”, utilizando arames e criando uma estrutura interna no forro. A restauração ocorreu em etapas: primeiro, o reforço da sustentação interna; depois, a recuperação artística na parte inferior.
Além da segurança estrutural, o projeto contempla a restauração de pinturas assinadas por Alberto Ferrante. A restauradora Gomes afirmou que o processo segue critérios técnicos rigorosos, pois “nós não podemos ser artistas; nós somos restauradores e precisamos respeitar essa originalidade da obra”. A reintegração das pinturas usa materiais distintos dos originais para diferenciar o trabalho de restauração.
Para o pároco da Igreja Matriz, padre Francisco Ferreira, a preservação transcende a arquitetura. Ele declarou que a igreja carrega “toda uma história de vida, toda uma história de fé e também a cultura”. Com a fase emergencial finalizada, a equipe prevê concluir todas as intervenções até dezembro deste ano.

