A exposição “Vida Reinventada – A Pandemia da Covid-19 e a Transformação do Futuro” será aberta no dia 30 de junho, no Centro Cultural do Ministério da Saúde (CCMS), no Centro do Rio de Janeiro. A mostra propõe uma experiência documental e sensorial para refletir sobre as respostas da sociedade à crise sanitária do século XXI, focando em memória, justiça e reparação.
A mostra, concebida por Nísia Trindade Lima, socióloga e sanitarista, visa promover a reflexão sobre a superação do trauma coletivo. Segundo a concepção, “reinventar a vida implica também em transformar o futuro, assim, a exposição busca dar ênfase à dimensão subjetiva e ao mesmo tempo, entender a dimensão política de todo o processo e a luta por prevenir, preparar e responder de forma coletiva e adequada a futuras emergências em saúde”.
O projeto expográfico e a cenografia são assinados por André Cortez. Ele comentou que a pandemia “nos lançou ainda mais fundo nos corpos digitais, que nos salvaram, mas também nos ameaçaram. Urdiduras atravessadas por tramas: nosso tecido social.” A exposição utiliza vídeos, áudios e projeções para transformar essas reflexões em narrativa expositiva, conforme explica Inês Fernandes.
Além da exposição, o projeto inclui ações complementares. Há um ciclo de seminários em parceria com a Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), uma mostra de filmes com o Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro (MAM-Rio) e rodas de leitura com a Fundação Biblioteca Nacional. A mostra estará em cartaz até abril de 2027.

