A cada 13 minutos surgiu um novo risco digital no Brasil no primeiro trimestre de 2026, segundo estudo divulgado pela Serasa Experian. O crime digital atingiu escala industrial, com alta de 8,3% em relação ao ano anterior, impulsionado pela inteligência artificial e organização dos golpistas.
A fraude eletrônica no país se profissionalizou, alcançando escala industrial. O estudo da Serasa Experian detalha um ecossistema organizado onde criminosos compartilham técnicas e vulnerabilidades. O diretor de Autenticação e Prevenção a Fraudes da Serasa Experian, Rodrigo Sanchez, afirmou que “o fraudador deixou de atuar sozinho. Hoje existe um ecossistema organizado de compartilhamento de técnicas, ferramentas e vulnerabilidades”.
A inteligência artificial é o fator principal na nova fase das fraudes. Ferramentas de IA generativa tornam golpes mais convincentes, e a empresa identificou mais de 19,7 milhões de mensagens relacionadas a golpes circulando entre fraudadores no primeiro trimestre. O setor financeiro é o principal alvo, com as tentativas de fraude em cadastros, ou onboarding, crescendo 36,6% no período, totalizando mais de 1,5 milhão de ocorrências.
O mercado de apostas esportivas também se tornou foco, registrando crescimento de 15 vezes nas tentativas de fraude. Além disso, 51% da população economicamente ativa já foi vítima de algum tipo de fraude, conforme dados da Serasa. A empresa aponta que sistemas de prevenção evitaram perdas de aproximadamente R$ 1,98 bilhão nesse estágio da jornada digital.

