Uma distribuição mínima obrigatória (RMD) de um plano 401(k) de US$ 900.000 pode elevar os prêmios do Medicare de um casal, conforme relatado por uma aposentada. O valor de US$ 34.000, ao ser somado a outros rendimentos, ultrapassa o limite de renda bruta ajustada modificada (MAGI) estabelecido pelo Medicare.
A situação ocorre quando a RMD entra na renda tributável federal e no cálculo do MAGI, que o Medicare utiliza para definir os prêmios do Part B e Part D. Para um casal com rendimentos combinados abaixo de US$ 218.000, o prêmio mensal do Part B é de cerca de US$ 203. Ao ultrapassar esse limite, o prêmio sobe para aproximadamente US$ 284 por pessoa.
O cálculo da RMD, baseado na tabela do IRS, resulta em cerca de US$ 33.962 para o valor de US$ 900.000 aos 73 anos. Quando somado a rendas de aposentadoria e dividendos, o valor pode levar o casal a um MAGI de cerca de US$ 219.000, acionando a sobretaxa completa do Medicare, que pode somar cerca de US$ 2.297 anuais.
A solução fiscal recomendada é a Distribuição Caritativa Qualificada (QCD). Após transferir o 401(k) para uma IRA tradicional, cada cônjuge pode direcionar até US$ 108.000 da RMD para uma instituição de caridade qualificada em 2026. Esse valor conta para a RMD, mas não entra no MAGI, permitindo que o casal permaneça abaixo do limite de US$ 218.000 e evite a sobretaxa do Medicare.

