A possível saída de um senador da liderança do PT voltou a ser debatida após análise de Leonardo Barreto, sócio da consultoria Think Policy. Barreto avaliou que deixar o partido seria uma estratégia para reduzir a pressão da oposição sobre o político em um momento crítico da bolha eleitoral.
O analista afirmou que a decisão de deixar o PT visa minimizar as críticas direcionadas ao senador. Segundo Barreto, a medida reduziria a pressão oposicionista. Ele também comparou a situação com a de outro nome envolvido no caso, mas sugeriu que o caso do senador pode ser mais grave, pois grande parte do processo ocorreu na Bahia.
O senador é visto como representante de Luiz Inácio Lula da Silva no Congresso Nacional e um dos poucos nomes históricos remanescentes no PT, o que torna sua situação relevante. Barreto comentou que o político demonstrou tranquilidade em entrevista recente, mas alertou sobre o histórico de aliados próximos de Lula que foram afastados em momentos de crise.
O especialista citou exemplos como José Genoino, João Paulo Cunha, José Dirceu e Antônio Palocci, afirmando que “a história não é muito generosa com o entorno do presidente Lula, especialmente em crises”. Barreto concluiu que o político deveria tomar cautela diante do histórico político.

