O salário mediano de um trabalhador em tempo integral nos Estados Unidos, que alcançou $1.235 por semana no primeiro trimestre de 2026, cai para cerca de $850 após a incidência de impostos federais e deduções. A queda no rendimento real, impulsionada pela inflação, mostra que os ganhos nominais não acompanharam o aumento do custo de vida.
Os ganhos nominais por hora no setor privado atingiram $37,53 em maio de 2026, um avanço em relação aos $36,28 registrados um ano antes, segundo dados de veículos de comunicação. Contudo, a análise do salário líquido revela um quadro diferente. Impostos federais, que incluem o imposto de renda e as contribuições para Segurança Social e Medicare, consomem aproximadamente 16% da remuneração mediano antes de considerar tributos estaduais ou benefícios.
A inflação tem corroído o poder de compra. O Índice de Preços ao Consumidor (CPI) subiu 4,25% entre maio de 2025 e maio de 2026. Consequentemente, o rendimento médio real por hora diminuiu 0,71% no período de doze meses que findaram em maio de 2026, conforme relatório do Bureau of Labor Statistics. Essa desvalorização é agravada pelo aumento dos gastos domésticos, que levaram a taxa de poupança dos americanos a cair para 3,7% no primeiro trimestre de 2026.
A realidade financeira varia drasticamente conforme a localização. Dados do Bureau of Economic Analysis indicam que o rendimento disponível per capita varia entre mais de $90.000 no Distrito de Columbia e menos de $50.000 em Mississippi. O salário mediano, portanto, cresceu em termos nominais, mas encolheu em termos reais no último ano.

