A cena turística de Salvador integra espaços LGBT+ em bares, praias e restaurantes que funcionam como resistência e acolhimento. O movimento, que tem raízes históricas, enfrenta hoje um declínio em algumas áreas, segundo pesquisadores locais.
O professor Leandro Colling, da Universidade Federal da Bahia (Ufba), afirmou que, embora locais de encontros entre homossexuais existam desde a Europa medieval, a comunidade gay organizada começou a surgir em grandes cidades no final do século XIX. Para o pesquisador, esses espaços sempre foram cruciais para a constituição identitária da comunidade.
Apesar da importância subjetiva desses locais, Colling declarou que a cena tem diminuído globalmente, e Salvador segue esse padrão. Na região do Campo Grande, por exemplo, bares que antes eram pontos LGBT+ encerraram as atividades. O Bar Âncora do Marujo é citado como um dos poucos estabelecimentos que resiste há 26 anos na área.
Em contrapartida, novos pontos surgiram no Rio Vermelho e Pelourinho. O Clube 11, em Tororó, é um exemplo de resistência, completando 21 anos em setembro. O empresário responsável pelo clube disse que o espaço motiva a continuidade do trabalho ao receber clientes que se sentem acolhidos.
Apesar dos desafios, o empresário do Clube 11 manifestou otimismo, defendendo o espaço contra estigmas de promiscuidade. Ele comentou que observa um aumento de clientes mais jovens, indicando um futuro com espaço para esses locais.

