A Sanepar descarta a necessidade de implementar rodízio no abastecimento de água no Paraná, apesar da crise hídrica que levou o governo estadual a decretar emergência em partes do território. A companhia justifica a decisão com um plano de contingência e a expectativa de chuvas significativas nos próximos meses, impulsionadas pelo fenômeno El Niño.
O presidente da companhia, Wilson Bley, afirmou que a empresa possui medidas para lidar com problemas de abastecimento. Segundo a Sanepar, o avanço do El Niño deve trazer volumes consideráveis de chuva para o estado nos próximos meses, o que deve reduzir a pressão sobre os sistemas de captação e armazenamento de água.
Em maio, a Sanepar decretou situação de emergência hídrica e proibiu o uso de água tratada para atividades não essenciais. A empresa informou que 69% dos reservatórios monitorados operam fora das condições normais, sendo que cerca de 17% estão em situação de estiagem.
O decreto estadual prevê a possibilidade de rodízio. A companhia lembra que o Paraná enfrentou um período de rodízio entre março de 2020 e janeiro de 2022, quando a situação perdurou por quase dois anos, durante a pior estiagem registrada em quase um século.

