A Prefeitura de São Paulo possui 1.259 ônibus elétricos, representando 10,3% da frota, conforme dados divulgados pela gestão municipal. O programa de eletrificação avança, mas a meta de substituir 2.200 veículos a diesel até o fim do mandato não foi cumprida no prazo estabelecido.
A Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana e Transporte (SMT) e a SPTrans afirmam que a capital opera a maior frota de ônibus elétricos do Brasil. O prefeito Ricardo Nunes informou que cada veículo elétrico evita o consumo de 35 mil litros de óleo diesel anualmente, o que equivale à absorção de 6.400 árvores por ano, segundo o gestor em eventos de entrega dos veículos.
Além dos ônibus, a prefeitura utiliza 250 caminhões de coleta de resíduos sólidos e carretas de transbordo movidos a biometano, um gás considerado renovável por ter origem orgânica. O Plano de Metas prevê a substituição de 2.200 ônibus a diesel por modelos de matriz energética limpa até o final da gestão, embora essa meta seja uma repetição de objetivo do mandato anterior, que não foi atingido.
O prefeito Nunes apontou dificuldades da indústria automotiva para suprir a demanda por veículos elétricos e acusou a concessionária Enel de atrasar a instalação de infraestrutura de carregamento. A Enel, contudo, declarou que entregou 90,8 MW de energia a 35 garagens de ônibus entre 2024 e abril deste ano, o que seria suficiente para abastecer pelo menos 2.020 ônibus.
A distribuidora de energia afirmou em nota que a utilização máxima das garagens não ultrapassou 50% nos últimos 12 meses, registrando apenas 46% em maio, e reiterou que atende toda a demanda de infraestrutura elétrica planejada pelos operadores de ônibus da cidade.


