Um sauim-de-coleira, classificado como em perigo de extinção, aguarda a chegada de uma fêmea no BioParque Vale Amazônia, em Carajás, Pará. O animal, que vive em cativeiro, participa de ações de conservação que visam ampliar a sobrevivência da espécie ameaçada.
A espécie, que possui pequeno porte e uma característica “coleira” branca no pescoço e peito, tem seu habitat restrito, sobretudo no Amazonas, em regiões pressionadas pelo desmatamento e pela expansão urbana. O Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) classifica o sauim-de-coleira como ameaçado de extinção.
O BioParque Vale Amazônia, que integra a Associação de Zoológicos e Aquários do Brasil (Azab), realiza ações de conservação fora da natureza. Segundo o veterinário do local, Nereston de Camargo, a reprodução em ambientes controlados é uma ferramenta estratégica para a preservação genética. A expectativa é que a fêmea chegue ao parque ainda no segundo semestre deste ano.
O animal, que chegou ao BioParque em dezembro de 2022, sobreviveu a um ataque de cachorro que vitimou um indivíduo adulto. O trabalho de formação de casais e o acompanhamento reprodutivo visam aumentar as chances de reprodução e contribuir com a sobrevivência da espécie.

