O governo de Santa Catarina ingressou com representação na Procuradoria-Geral da República (PGR) contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A ação ocorre após declarações feitas pelo presidente durante visita a Itajaí, onde ele teria feito comentários considerados xenofóbicos sobre cotas raciais e a população do estado.
A administração estadual alega que o presidente insinuou que os catarinenses seriam racistas e comparou a resistência às políticas afirmativas a preconceitos históricos, citando Adolf Hitler. O governador Jorginho Mello declarou que tais falas ultrapassaram os limites do debate político, afirmando que “chamar o povo catarinense de racista… é criminoso, preconceituoso e ele precisa responder por isso”.
Em evento federal em Itajaí, Lula criticou a oposição às cotas raciais e utilizou a menção a Hitler ao abordar o tema do racismo. O governo catarinense justificou a medida judicial com dados migratórios, apontando que o estado recebeu mais de 500 mil novos moradores nos últimos dez anos, o que, segundo a gestão, desmonta a generalização feita pelo presidente.
Em nota, o governo estadual afirmou que a declaração do presidente reforça um discurso discriminatório contra Santa Catarina. Até o momento, a Presidência da República não comentou o anúncio da representação apresentada à PGR.

