A secretária de saúde de Palmas foi exonerada do cargo nesta quarta-feira (17) após a Justiça do Tocantins decretar sua prisão. A ação investiga supostas fraudes no processo de terceirização das Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) da capital, envolvendo um contrato de R$ 139,1 milhões.
A saída da gestora ocorre após sua prisão pela Polícia Civil, durante a segunda fase da Operação Falsa Emergência, ocorrida em 10 de junho. Na mesma operação, foram presos o superintendente de Atenção à Saúde e uma empresária apontada como lobista no acordo. A investigação apura indícios de direcionamento de contratação, falsidade ideológica e corrupção passiva e ativa no pacto firmado sem licitação com a Irmandade Santa Casa de Misericórdia de Itatiba.
A Justiça decretou a prisão da secretária por conveniência da instrução criminal, pois mensagens eletrônicas indicaram que ela tentou influenciar depoimentos de subordinados à polícia. O superintendente também foi exonerado, alegando pedido próprio, e foi investigado por suposto recebimento de propina, ligado a um carro de luxo locado pela empresária.
Apesar das exonerações, o contrato com a Irmandade Santa Casa de Misericórdia de Itatiba segue vigente. O acordo, anunciado em março de 2026, previa o repasse de R$ 139 milhões por 12 meses de gestão das UPAs Norte e Sul. O Tribunal de Justiça do Tocantins havia suspenso o contrato por um aumento de custos de cerca de 800%, mas o Superior Tribunal de Justiça autorizou a manutenção da terceirização.

