A segurança pública é o fator principal por trás da chamada “onda azul” na América Latina, segundo Christopher Garman, diretor-executivo da Eurasia Group. Ele afirmou que a crescente preocupação da opinião pública com a criminalidade impulsiona as vitórias da direita na região.
Garman explicou que a grande preocupação na maioria dos países latino-americanos reside na segurança pública. O analista citou o crescimento do crime organizado e o aumento de roubos de celulares como exemplos do padrão de criminalidade observado.
O especialista disse que candidatos conservadores se mostram mais competitivos nesse eixo temático. Contudo, ele ponderou que outra hipótese para o avanço da direita é a fragilização de governos que enfrentam demandas difíceis de atender, comparando o movimento à onda de desencanto que impulsionou a esquerda há quatro anos.
O Brasil ocupa posição intermediária nesse cenário. Garman declarou que o resultado das eleições brasileiras será determinante para a narrativa da “onda azul”. Ele alertou que, se o presidente Lula prevalecer na reeleição, metade do PIB da América Latina será governada pela esquerda, o que exigiria a relativização do conceito conservador devido ao peso econômico do país.

