A contratação de seguro viagem exige análise detalhada do contexto da viagem, pois coberturas básicas de cartão de crédito podem não cobrir imprevistos complexos ou atividades específicas. O planejamento deve considerar limites, duração e cancelamento para evitar problemas financeiros em destinos estrangeiros.
A percepção de proteção oferecida pelo seguro de cartão de crédito pode ser enganosa. Em situações de viagens mais complexas, como a de um profissional que viaja a trabalho para os Estados Unidos, o custo de atendimentos simples pode atingir dezenas de milhares de dólares, gerando endividamento.
Outros cenários demonstram a necessidade de ajustes na apólice. Quem realiza longas estadias em múltiplos países, como foi o caso de uma pessoa que viajou por três meses entre Portugal, Espanha e França, necessita de cobertura além do básico. Da mesma forma, atividades recreativas, como trilhas e esqui no Chile, podem ser classificadas como risco adicional pelas seguradoras.
O planejamento também deve abranger riscos pré-viagem. Em uma viagem ao Japão, com investimento de quase R$ 50 mil, a necessidade de seguro surgiu devido a possíveis alterações em audiências judiciais. O seguro deve ser ajustado conforme o contexto pessoal, definindo valores de cobertura e ampliando proteção para atividades específicas.

