Neste Dia Nacional da Imunização, celebrado em 1º de junho, infectologistas desmentem seis mitos comuns sobre vacinas, como a falsa ligação com autismo e a crença de que a vacina da gripe causa gripe. As informações falsas, que circulam nas redes sociais, podem comprometer a cobertura vacinal e favorecer o retorno de doenças controladas.
O mito mais conhecido, que associa vacinas ao autismo, originou-se de um estudo fraudulento de 1998 e foi amplamente refutado por pesquisas posteriores. ‘Essa questão do autismo está relacionada a um estudo publicado há muitos anos atrás e que os grupos antivacina se aproveitam’, afirma Alberto Chebabo, infectologista do laboratório Bronstein, da Dasa. Outro mito frequente é o de que é melhor contrair a doença do que se vacinar. Especialistas alertam que a infecção natural pode causar complicações graves, enquanto as vacinas estimulam a imunidade de forma controlada.
Quanto à vacina da gripe, Maria Isabel de Moraes-Pinto, infectologista do Delboni, em São Paulo, explica que ela não causa gripe por conter vírus inativados. ‘Muitas vezes, a pessoa já estava incubando outro vírus respiratório ou interpreta uma reação leve como doença’, diz. A desinformação sobre substâncias perigosas nas vacinas também é infundada, pois as agências reguladoras como a Anvisa aprovam os componentes em quantidades seguras. Por fim, a ideia de que não é preciso vacinar porque doenças sumiram é perigosa: a queda na cobertura vacinal já provocou surtos de sarampo em vários países.

