A seleção brasileira chega à semana de estreia da Copa do Mundo com lacunas táticas abertas, gerando dúvidas sobre jogadores titulares em diversas posições. O cenário atual contrasta com o padrão histórico da equipe, cujos 11 iniciais costumam ser conhecidos pela torcida com antecedência.
O técnico Carlo Ancelotti realizou treinos coletivos misturando titulares e reservas, o que evidenciou as incertezas. Na zaga, por exemplo, houve alternância entre Marquinhos e Gabriel Magalhães. A lateral direita, área de maior dúvida após lesão e corte de um jogador, ainda não tem titular definido, com Danilo e Roger Ibañez disputando a vaga.
A escalação mais provável para o confronto contra o Egito, no sábado (13), conta com Alisson, Danilo (ou Ibanez), Marquinhos, Gabriel Magalhães, Alexsandro (Douglas Santos); Casemiro, Bruno Guimarães, Lucas Paquetá (ou Luiz Henrique), Raphinha, Vini Jr e Matheus Cunha (ou Igor Thiago). O ciclo curto de Ancelotti explica a formação tardia, mas mesmo em passados com treinadores assumindo perto do torneio, o mistério na semana de estreia era menor.
Historicamente, a definição do time principal era mais consolidada. Em 1970, Zagallo herdou uma base sólida e definiu o elenco, embora a entrada de Tostão tenha sido um ponto de suspense. Em 2002, Felipão também adiantou a escalação para a imprensa, mantendo a formação principal definida durante a fase de grupos.


