O Senado aprovou, em 17 de junho de 2026, o acordo de livre comércio entre os países do Mercosul e a EFTA, bloco formado por Islândia, Liechtenstein, Noruega e Suíça. O projeto de decreto legislativo será encaminhado à promulgação, estabelecendo a liberalização tarifária para os setores industrial e agrícola.
O acordo, assinado no Rio de Janeiro em setembro de 2025, foi relatado pelo senador Nelsinho Trad, presidente da Comissão de Relações Exteriores (CRE). Segundo o relator, mais de 97% das exportações entre os dois blocos terão acesso preferencial, com redução ou eliminação de tarifas. O texto também garante a preservação de instrumentos brasileiros, como salvaguardas do Sistema Único de Saúde (SUS) e apoio a micro e pequenas empresas.
No comércio de bens, o acordo prevê isenção tarifária para cerca de 97% das transações brasileiras com a EFTA, com redução gradual de taxas para 1,2%. Os países da EFTA eliminarão 100% das tarifas de importação nos setores industrial e pesqueiro na entrada em vigor. O acesso em livre comércio de produtos brasileiros pode chegar a quase 99% do valor exportado.
Além da redução de custos tarifários, o instrumento aborda serviços, investimentos, propriedade intelectual e desenvolvimento sustentável. O acordo visa facilitar a exportação de alimentos ao estabelecer listas pré-estabelecidas para o reconhecimento da estrutura de inspeção sanitária do Brasil.


