O Senado dos Estados Unidos aprovou, na madrugada desta sexta-feira (5), a lei orçamentária que destina US$ 70 bilhões (R$ 354 bilhões) para a campanha de deportação em massa. A aprovação encerra a paralisação histórica do ICE e do CBP, que estavam sem financiamento desde fevereiro.
A medida garante o financiamento das duas principais agências migratórias americanas pelo restante do mandato do presidente. A paralisação ocorreu após o Partido Democrata negociar com o Partido Republicano, separando a verba das agências migratórias daquela que sustenta o Departamento de Segurança Nacional.
Os democratas exigiam, entre outras condições, o fim do uso de máscaras por agentes de imigração, câmeras corporais e a obrigatoriedade de mandados específicos para operações de deportação. Para aprovar o projeto, o Partido Republicano utilizou a manobra da “reconciliação orçamentária”, apesar de o projeto não se enquadrar nas hipóteses previstas.
O líder da maioria, John Thune, conseguiu afastar exigências de cláusulas que proibissem a Casa Branca de ações semelhantes e evitou restrições à obra de US$ 400 milhões. Com cerca de US$ 23 bilhões anuais, as agências migratórias seriam mais bem financiadas que os exércitos de países como Suécia, Colômbia e Vietnã.


