O senador Ciro Nogueira (PP-PI) afirmou ser “um dos nomes mais importantes” do país ao ser questionado sobre a relação com o fundador do Banco Master. A declaração ocorre em meio a uma investigação da Polícia Federal que apura suspeitas de crimes envolvendo o banco e o congressista.
O senador, que exerce seu segundo mandato consecutivo no Senado, declarou em entrevista que sua trajetória política o permitiu conhecer grandes empresários brasileiros. Ele afirmou que tem transformado esse conhecimento em benefício para o estado do Piauí. Sobre as suspeitas de proximidade com o fundador do Banco Master, o congressista disse que tais acusações são comuns em períodos eleitorais.
A investigação da PF, que integra a operação Compliance Zero, teve como alvo o senador em 7 de maio de 2026. Segundo a PF, há indícios de que o fundador do Banco Master custeou despesas pessoais do senador, incluindo viagens internacionais e pagamentos de faturas de cartão de crédito. Mensagens obtidas pela ação indicam possíveis repasses mensais de R$ 300 mil a R$ 500 mil.
A autoridade apura se os valores foram pagos em troca de atuação favorável aos interesses do grupo ligado ao Banco Master. A defesa do senador declarou à época que ele “não teve qualquer participação em atividades ilícitas” e que as medidas investigativas se basearam em “mera troca de mensagens, sobretudo por terceiros”.


