O senador Camilo Santana, do PT, defendeu na última quinta-feira (11) a classificação do Primeiro Comando da Capital (PCC) e do Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas, seguindo o modelo adotado pelos Estados Unidos. A declaração diverge da posição do governo federal brasileiro sobre o tema.
Santana comunicou ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva sua discordância com a reação presidencial à decisão norte-americana. O senador afirmou que o PCC e o Comando Vermelho causam terrorismo em todo o país. Ele declarou: “O PCC e o Comando Vermelho causam terrorismo no Brasil inteiro. O que houver de pior para classificar esse pessoal, tem que classificar”.
O ex-ministro também criticou o uso da segurança pública para fins políticos, mencionando a prática de adversários no Ceará. Para ele, o tema “é um desafio que precisa estar acima de qualquer questão partidária ou política”.
Em outro posicionamento, o ex-ministro Ciro Gomes, pré-candidato ao governo do Ceará, atribuiu a expansão do crime organizado a vinte anos de falhas governamentais. Ciro Gomes responsabilizou a omissão das autoridades brasileiras pela classificação das facções pela Casa Branca, afirmando que isso vulnerou o país a uma potência estrangeira.

