O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou que, caso seja eleito em outubro, não implementará mudanças na reforma da Previdência. Ele também declarou que manterá a política de atualização do salário mínimo acima da inflação, que atualmente é de R$ 1.621 e deve atingir R$ 1.717 em 2027.
O senador deu as declarações em entrevista a veículos de comunicação, ao ser questionado sobre temas sensíveis à opinião pública. Ele disse que não pretende atacar questões sociais, afirmando que quem necessita de proteção continuará amparado em seu governo, garantindo dignidade às famílias.
A política de valorização do salário mínimo defendida pelo senador foi enviada ao Congresso pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em 2023. Ele atribuiu a defasagem do aumento real em 2022, durante a gestão anterior, à pandemia da Covid-19.
Em relação à economia, o pré-candidato criticou a equipe econômica do atual governo e defendeu um “tesouraço” em impostos e ministérios. Ele propôs desburocratizar processos e reduzir despesas, citando a privatização de estatais e a gestão de quase 1 trilhão de imóveis da União em um fundo. O senador afirmou que o pré-sal na Margem Equatorial deve voltar a ser concessão.
Sobre a gestão econômica, ele disse que não há definição sobre o ministro da Economia, mas que a campanha estuda “pessoas bem posicionadas na iniciativa privada”. Outros nomes ventilados incluem ex-secretário do Tesouro Nacional e ex-presidente do BNDES.

