O senador Jaques Wagner (PT-BA) assumiu a relação com o banqueiro Augusto Lima, ex-sócio do Banco Master, nesta sexta-feira (26). Wagner alegou que os contratos da instituição financeira com sua nora ficaram acima de R$ 3,5 milhões e criticou a operação da Polícia Federal.
Em entrevista, o senador sustentou ter conhecido Augusto Lima durante o processo de privatização do Cesta do Povo, mas negou qualquer envolvimento com a empresa da nora. Wagner afirmou que a PF tenta construir uma tese de que a empresa foi criada para servi-lo, declarando: “Não tenho nada a ver com a empresa”.
O parlamentar também defendeu seu convívio com empresários, dizendo que pegar carona em jatinhos não configura problema. Ele afirmou que a PF precisa comprovar uma relação de troca entre ele e os empresários, criticando a “retórica hipócrita”.
Em reunião com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Wagner reclamou da operação policial, chamando-a de “patacoada”. Ele questionou a forma como os trabalhos foram conduzidos, visto que o ministro do STF André Mendonça determinou que os procedimentos fossem “discretos”.

