O senador Flávio Bolsonaro declarou nesta quinta-feira, 18, que pretende classificar organizações criminosas como o Primeiro Comando da Capital (PCC), Comando Vermelho (CV) e milícias como narcoterroristas. A proposta foi apresentada em evento na capital paulista, como parte do plano ‘Brasil sem Medo’, que detalha 12 medidas para a segurança pública.
Flávio Bolsonaro afirmou que as facções seriam perseguidas com força e inteligência para prender seus líderes e desmantelar seus negócios ilícitos. Segundo o senador, o combate exige cooperação entre os poderes e com governos estrangeiros. Ele criticou o atual presidente, Luis Inácio Lula da Silva (PT), dizendo que este “perdeu uma grande oportunidade” de firmar acordos internacionais contra o crime, alegando que o presidente é “incompetente ou cúmplice das organizações terroristas”.
O plano de segurança também prevê o controle de fronteiras por meio de um “Sistema Nacional de Fronteiras”. O senador explicou que fuzis e drogas, que abastecem as facções, seriam interceptados por terra, portos e espaço aéreo, visando desorganizar o crime organizado física e financeiramente.
O evento de apresentação contou com a participação de Sérgio Moro e Guilherme Derrite, ambos do PL, que auxiliaram na elaboração das propostas. A iniciativa busca ampliar a projeção do senador junto ao eleitorado, focando em segurança pública.

