O Índice de Sentimento do Consumidor dos Estados Unidos atingiu 44,8 em maio de 2026, o menor registro da história moderna, segundo a Universidade de Michigan. A queda reflete a preocupação de 57% dos domicílios com o custo de vida, apesar de as vendas de varejo terem crescido 0,5% em abril.
A diretora da pesquisa, Joanne Hsu, atribuiu o declínio ao custo de vida, com a alta dos preços sendo citada por mais pessoas em relação ao mês anterior. A elevação dos preços do combustível, causada por interrupções no Estreito de Ormuz, impactou significativamente o humor dos consumidores.
Apesar do colapso no sentimento, os gastos pessoais continuam robustos. Em abril de 2026, os gastos de varejo e serviços de alimentação somaram 757,1 bilhões de dólares, o maior valor mensal no último ano. Os gastos de consumo pessoal registraram um ritmo anualizado de 21,98 trilhões de dólares.
O principal ponto de atenção para investidores é a divergência entre o sentimento e o consumo. As expectativas de inflação subiram, com o índice anual projetado em 4,8% e o de longo prazo em 3,9%. Para o Federal Reserve, essa elevação das expectativas inflacionárias é um fator mais relevante que o humor do consumidor.


