O sequestro do pai do atacante Romário, ocorrido semanas antes da Copa do Mundo de 1994 nos Estados Unidos, mobilizou autoridades e o crime organizado do Rio de Janeiro. A situação gerou angústia no jogador, que ameaçou não participar do torneio se o pai não fosse libertado.
O episódio ocorreu quando o pai do jogador foi rendido por homens armados ao deixar um bar na Vila da Penha, Zona Norte do Rio. Os criminosos exigiram a quantia de R$ 7 milhões para a libertação. A tensão abalou o atacante, que atuava pelo Barcelona, Espanha, e ele declarou que não teria condições emocionais de disputar a Copa sem o pai.
Enquanto a polícia investigava, o irmão do jogador procurou lideranças criminosas locais. Um líder da época, conhecido como Orlando Jogador, teria usado sua rede de contatos para ajudar a localizar o refém. Embora a polícia tenha atribuído a localização a uma denúncia, o caso levantou versões sobre a colaboração do tráfico na resolução.
Após dias de tensão, o pai foi resgatado com vida em uma operação policial, permitindo que Romário voltasse ao foco da Seleção Brasileira. O jogador se tornou protagonista da campanha que levou o Brasil ao tetracampeonato. Curiosamente, Orlando Jogador foi morto em 13 de julho de 1994, quatro dias antes da final contra a Itália.

