O setor de saúde pode assumir um papel de valor em carteiras de investidores, segundo o estrategista de saúde da Mizuho, Jared Holz. Ele afirmou que o desempenho inferior das ações farmacêuticas, pressionadas por custos e cuidado gerenciado, torna o setor mais atrativo para quem busca diversificação contra o crescimento da tecnologia.
Holz argumentou que anos de baixo desempenho transformaram as ações de medicamentos de uma reserva defensiva em uma opção mais interessante para portfólios focados em crescimento. Ele observou que o Nasdaq-100 subiu 63,91% nos últimos dois anos, enquanto as ações da Merck caíram 4,32% no mesmo período. Por isso, o setor se apresenta como um contrapeso para quem tem carteiras concentradas em inteligência artificial e tecnologia.
A Merck foi citada como exemplo de oportunidade de valor, apresentando preço/lucro futuro de 23 e rendimento de dividendo de 2,74%. A empresa reportou receita de 16,29 bilhões de dólares no primeiro trimestre de 2026, superando a estimativa de 15,82 bilhões de dólares, impulsionada pelas vendas da franquia Keytruda, que atingiram 8,03 bilhões de dólares, um aumento de 12%.
Em contraste, a Summit Therapeutics representa uma alternativa de maior risco. A biotecnológica, com capitalização de mercado de 12,48 bilhões de dólares, busca desenvolver um desafiante da Keytruda. A empresa possui 598,7 milhões de dólares em caixa, mas enfrenta riscos binários, como a tradução de dados clínicos obtidos na China para populações ocidentais.


