Indicadores de alerta de mercado, compilados pelo Bank of America Global Research, atingiram 70%, um patamar histórico que coincide com a média dos últimos topos de mercado. A leitura ocorre uma semana antes da primeira reunião do Comitê Federal de Mercado Aberto (FOMC) com Kevin Warsh, agendada para 16 e 17 de junho.
O checklist de sinais pré-pico do Bank of America indica que 70% dos indicadores de alerta estão ativos. Segundo o relatório, este percentual espelha a média observada nos sete últimos topos de mercado registrados nos últimos 35 anos. O S&P 500, monitorado pelo SPDR S&P 500 ETF Trust, encontra-se em um patamar de cerca de 7.580, valor superior ao registrado em fevereiro de 2025, quando o checklist também marcava 70%.
Os sinais apontados pelo Bank of America abrangem fatores de sentimento, avaliação, crédito e macroeconomia. Entre eles, constam confiança elevada do consumidor, expectativas de crescimento esticadas e avaliações extremas. Além disso, a inflação anualizada do Índice de Preços ao Consumidor (CPI) subiu para 4,2% em maio, o nível mais alto desde 2023, adicionando pressão ao cenário.
A atenção do mercado se volta para a reunião do FOMC, que marca o início da gestão de Kevin Warsh. Embora o relatório não classifique o sinal como um indicativo de venda, ele alerta para a necessidade de disciplina de risco. A imprensa observa as declarações do presidente do Federal Reserve, pois qualquer sinal de postura mais rígida pode impactar diretamente as avaliações do mercado.

