Pesquisas acadêmicas apontam o smartphone como possível fator na queda persistente da taxa de natalidade. Dois estudos analisaram a relação entre a disseminação dos aparelhos e a fertilidade, observando efeitos em jovens nos Estados Unidos e em diversos países.
Um estudo conduzido por Caitlin Myers e Ezekiel Hooper, utilizando dados da expansão do iPhone nos EUA, concluiu que o aparelho pode ter sido responsável por até metade da redução da fertilidade entre 2007 e 2011. Os efeitos mais fortes foram notados entre jovens de 15 a 24 anos. A pesquisadora sugeriu que a mudança na socialização, o acesso à pornografia e a facilidade de obter informações sobre prevenção da gravidez são hipóteses para essa queda.
Um segundo trabalho, com Hernan Moscoso Boedo e Nathan Hudson, analisou dados do Banco Mundial em 128 nações. Os autores afirmaram que a fertilidade adolescente desacelerou quando os smartphones se tornaram fenômeno de massa, mesmo em países com contextos sociais e de saúde muito distintos. Testes nos EUA também mostraram queda mais rápida em condados com maior acesso à internet de alta velocidade.
Contudo, o economista Theodore Joyce manifestou ceticismo sobre as conclusões. Ele declarou que a queda nos nascimentos entre adolescentes já vinha ocorrendo desde a década de 1990, período anterior à popularização das tecnologias digitais.


