Uma sobrevivente de tortura infantil assumiu a presidência do PL Mulher em Goiânia nesta segunda-feira, 15 de junho. A dirigente, indicada pela ex-primeira dama Michelle Bolsonaro, assume a função após ganhar notoriedade nacional em 2008.
A nova presidente do segmento feminino do Partido Liberal chegou ao cargo com a indicação de Michelle Bolsonaro. A dirigente ganhou destaque nacional em 2008, quando foi resgatada pela Polícia Civil de Goiás após sofrer torturas em um apartamento no Setor Marista, na capital.
O resgate ocorreu em março de 2008, durante uma operação policial após denúncias sobre maus-tratos. As investigações apontaram que a menor sofria agressões constantes e castigos físicos por uma empresária. O caso gerou ampla repercussão e resultou na prisão da acusada, que hoje atua como cuidadora de idosos.
Antes de ingressar no PL, a dirigente era filiada ao PSD e concorreu a uma cadeira na Câmara Municipal de Goiânia. Ela declarou: “Eu poderia muito bem ficar no meu ministério pregando a palavra, falando de Jesus para as pessoas e não mexer com política, não preciso dela para viver. Mas se Deus me chamou, eu disse: Eis me aqui”.

