Jean Ziegler, sociólogo e escritor suíço, faleceu na quarta-feira, dia 10 de junho, aos 92 anos. Ziegler foi conhecido por ser um opositor dos bancos suíços, utilizando seus livros para denunciar a exploração financeira internacional e a sonegação de impostos.
Ziegler, que foi professor universitário e relator especial da ONU sobre direito à alimentação, foi detestado pela elite financeira suíça. Sua crítica ganhou notoriedade internacional com a publicação de obras como “A Suíça Lava mais Branco”, que denunciava os lucros de multinacionais suíças em detrimento de países pobres.
O intelectual, amigo de figuras como Sartre e Guevara, viu seus bens serem afetados por processos movidos por entidades financeiras. Segundo a imprensa, seus livros funcionavam como armas, e um jornal suíço o classificou como “guerrilheiro da sociologia”.
Ele também abordou temas como a neutralidade suíça durante a Segunda Guerra Mundial em obras como “A Suíça, o Ouro e os Mortos”. Ziegler aderiu ao marxismo após estudar Direito em Paris e manteve correspondência com veículos de comunicação no Brasil e em Portugal.

