Os contratos futuros de soja encerraram a sessão na Bolsa de Chicago em queda, registrando o oitavo pregão consecutivo de desvalorização na terça-feira (9). O contrato de julho recuou 0,18%, negociado a US$ 11,13 por bushel. Enquanto isso, os contratos de milho e trigo apresentaram leves altas, impulsionados por fatores de oferta e clima.
A pressão sobre os preços da soja foi reforçada pelas chuvas no Meio-Oeste dos Estados Unidos, segundo análise da Granar. A precipitação melhora a umidade do solo e favorece o desenvolvimento das lavouras. Além disso, a ausência de grandes compras da China e as incertezas sobre a política comercial norte-americana mantêm a cautela dos investidores. A queda do petróleo também contribuiu para o quadro negativo no mercado internacional.
No mercado de milho, os contratos fecharam com ligeira valorização de 0,18%, a US$ 4,19 por bushel. A alta ocorreu apesar da liquidação de posições por fundos de investimento. O desempenho da safra norte-americana, avaliado abaixo do esperado por alguns operadores, deu suporte às cotações, mas a expectativa de aumento da produção sul-americana pressiona os ganhos.
Os contratos de trigo também subiram 0,34%, atingindo US$ 5,85 por bushel. A alta se deu pela recomposição de posições, sustentada pela atualização do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). O relatório do USDA indicou que a colheita de trigo de inverno alcançou 11% da área apta, superando a expectativa média do mercado.

