Países do Sahel, como Burkina Faso, adotaram sistemas de alerta e planos preventivos para lidar com ondas de calor extremas, que elevaram a mortalidade em 2024. As medidas visam proteger a população contra temperaturas que ultrapassaram 45°C.
Em Burkina Faso, um representante local da Cruz Vermelha informou que, em 2024, temperaturas acima de 45°C sobrecarregaram os sistemas de saúde e aumentaram a mortalidade, principalmente entre idosos. Em resposta, o país criou um sistema de alerta e um plano preventivo denominado “Mantenha-se hidratado e viva”.
Este plano é acionado quando a temperatura ultrapassa 42,4°C por um período de pelo menos três dias. Ele inclui campanhas informativas, visitas domiciliares a pessoas em risco e distribuição de água, conforme relatado por veículos de comunicação. Outras nações também adotam medidas de adaptação.
Senegal expandiu seu plano contra o impacto das altas temperaturas. Em Cidade do Cabo e Gana, projetos testam a pintura de telhados com cores reflexivas para reduzir o superaquecimento de edifícios. Além disso, em cidades como Accra e Freetown, surgem novos bosques urbanos e telhados verdes.
Especialistas afirmam que a adaptação climática é crucial para as cidades africanas, que necessitam de maior apoio financeiro de nações industrializadas, pois as ondas de calor causam milhares de mortes e grandes prejuízos econômicos anualmente.

