A agência de classificação de risco S&P Global rebaixou a nota de crédito do BRB para ‘brCCC+/brC’ nesta sexta-feira (5). A mudança classifica o banco como ‘altamente vulnerável e dependente de condições favoráveis’ para cumprir seus compromissos financeiros.
O rebaixamento ocorre após um acordo entre o governo do Distrito Federal e a gestão do presidente para viabilizar um socorro de até R$ 6,5 bilhões do Fundo Garantidor de Créditos (FGC) à instituição. A S&P Global afirmou que a nova nota reflete a ‘crescente incerteza e os riscos de execução associados ao plano de capitalização’, que se tornou o principal desafio do banco.
A agência apontou que o BRB enfrenta desafios ligados à compra de ativos fraudulentos do Banco Master, condutas de executivos de alto escalão, fragilidades de governança e a necessidade de capitalização para absorver perdas. Segundo a governadora do Distrito Federal, Celina Leão, a proposta de socorro prevê pagamento em 15 anos e prazo de carência de dois anos.
A União concordou em ampliar o limite de crédito do Distrito Federal para viabilizar o empréstimo junto ao FGC. A S&P ressaltou que, apesar do potencial empréstimo, as iniciativas dependem de uma estruturação complexa, elevando o risco de atrasos diante da necessidade de capitalização estimada entre R$ 6 bilhões e R$ 8 bilhões.


