O Estado de São Paulo restaurou mais de 41 mil hectares de áreas ambientais desde 2023, totalizando o equivalente a mais de 55 mil campos de futebol. Destes, cerca de 10 mil hectares, ou 9,5 mil campos de futebol, estão em áreas de nascentes e rios, representando 24% da recuperação recente.
A ampliação das ações de restauração ambiental visa proteger os recursos hídricos do estado. Mais de 14 mil hectares foram transformados em áreas protegidas, incluindo o Parque Estadual do Morro Grande, que protege nascentes do rio Cotia, abastecendo cerca de 400 mil pessoas na Região Metropolitana. O subsecretário de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística (Semil), Jônatas Trindade, afirmou que a vegetação recuperada favorece a infiltração no solo e reduz perdas por evaporação.
A gestão das áreas segue as Unidades de Gerenciamento de Recursos Hídricos (UGRHIs), priorizando regiões com maior passivo ambiental. Em Salesópolis, por exemplo, ações de restauração somam cerca de 60,9 hectares no entorno das nascentes do rio Tietê, com plantio de mais de 74 mil mudas nativas. O Fundo Estadual de Recursos Hídricos (Fehidro) financiou empreendimentos de restauração florestal que totalizam cerca de R$ 45,9 milhões.
O avanço também utiliza o Finaclima, mecanismo que atrai recursos privados. Há projetos previstos para o Pontal do Paranapanema, com meta de 700 hectares de restauração até o próximo ano. No Cantareira, o modelo de Pagamento por Serviços Ambientais (PSA) pode oferecer incentivo de até R$ 9 mil por hectare, visando a proteção dos mananciais.

