O governo de São Paulo alterou a metodologia de monitoramento da segurança hídrica da Região Metropolitana de São Paulo (RMSP) para incluir uma série histórica de 15 anos. A mudança visa antecipar riscos em cenários de mudanças climáticas, incorporando dados de fenômenos como El Niño e La Niña.
A atualização, anunciada na sexta-feira, 19, permite incorporar projeções de eventos climáticos extremos e episódios de estiagem. A secretária de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística do Estado de São Paulo, Natália Resende, explicou que a análise permite observar o comportamento dos reservatórios em condições específicas, como a redução de chuvas na La Niña e o aumento no El Niño.
As alterações também definem uma curva específica para o Sistema Cantareira, que fornece cerca de metade da disponibilidade hídrica do Sistema Integrado Metropolitano (SIM). A diretora-presidente da SP Águas, Camila Viana, informou que o sistema registrou 62% da média histórica no ciclo 2025/2026, diferente dos 90% registrados em 2024/2025, justificando parâmetros próprios de acompanhamento.
A principal modificação na gestão de contingência é a mudança na periodicidade de avaliação. O diretor-presidente da Arsesp, Diego Domingues, declarou que o cenário será avaliado mensalmente no Comitê de Integração das Agências, substituindo os prazos anteriores de sete e 14 dias.
O Estado executa o maior programa de resiliência hídrica de sua história, com mais de R$ 25 bilhões em investimentos. Além disso, obras de segurança hídrica estão em andamento, com previsão de acréscimo de 4 mil litros por segundo à capacidade do sistema em 2027, com a conclusão da transposição Billings-Taiaçupeba.

