A SpaceX captou US$ 25 bilhões no mercado de dívida com a emissão de notas sênior sem garantia em 22 de junho. A operação gerou forte demanda dos investidores em renda fixa, mas levantou questionamentos sobre a necessidade de financiamento da empresa e a diversificação de carteiras.
A companhia, que realizou a captação menos de duas semanas após seu IPO, utilizará os recursos líquidos para quitar empréstimos pendentes de linha de crédito ponte, pagar despesas e destinar o restante a finalidades corporativas gerais. Segundo fontes familiarizadas com a operação, a empresa recebeu cerca de US$ 90 bilhões em pedidos de compra dos investidores.
Apesar da alta demanda pelos títulos, analistas apontam desafios. Christopher Della Fave comentou que ter ações e títulos da SpaceX não representa diversificação, pois ambos expõem o investidor ao mesmo risco de execução. Ele destacou que a empresa opera com prejuízo líquido de US$ 5 bilhões e despesas de capital que mais que dobraram anualmente.
A emissão foi dividida em cinco tranches, com vencimentos entre 2031 e 2056, e taxas que variam de 5,35% a 6,65%. Especialistas alertam que o risco de aumento dos spreads existe caso a empresa não atinja metas de receita ou se as perspectivas de tecnologia se deteriorarem.

