A SpaceX planeja sua Oferta Pública Inicial (IPO) com uma estratégia incomum, limitando a venda de ações apesar de uma avaliação que pode atingir US$ 1,75 trilhão. A companhia deve colocar no mercado entre US$ 60 bilhões e US$ 80 bilhões, visando preservar o controle estratégico e a autonomia decisória.
A decisão de oferecer uma fatia reduzida do capital reflete o foco em captar recursos sem diluir significativamente o controle acionário. Ao manter mais de 95% da empresa com os acionistas atuais, a companhia garante maior autonomia para projetos de alto risco, como lançamentos espaciais e expansão de satélites, segundo pessoas familiarizadas com o processo.
A estratégia ocorre após uma forte valorização da empresa. No início deste ano, a SpaceX foi avaliada em cerca de US$ 1,25 trilhão, impulsionada pela expansão de seu ecossistema tecnológico. A oferta menor também pode sustentar a valorização, pois menos ações disponíveis no mercado tendem a gerar maior escassez inicial.
Na prática, a venda limitada deve tornar o IPO mais disputado. Investidores terão acesso restrito a uma das empresas mais valiosas do mundo, o que pode aumentar a pressão de demanda já no início da negociação. O movimento equilibra a necessidade de capitalização com a manutenção do poder decisório da companhia.


