A Starlink, provedora de internet via satélite, é a principal operadora de banda larga fixa em municípios rurais do Brasil. Segundo levantamento com dados da Anatel, a empresa registra 8.731 acessos em cidades onde mais de 75% da população vive em áreas rurais, correspondendo a 12,8% do total de acessos nesses locais.
A vantagem da Starlink nessas localidades reside na menor necessidade de infraestrutura terrestre. Em regiões remotas, onde cabos de fibra óptica e torres são escassos, a conexão satelital exige apenas uma antena instalada no imóvel do cliente. A tecnologia utiliza satélites em órbita baixa, que retransmitem o sinal para estações terrestres.
O crescimento da empresa é notável. Desde sua chegada ao Brasil em fevereiro de 2022, a Starlink se tornou a 14ª maior operadora do país, registrando um aumento médio mensal de 59% no número de clientes. Em comparação, operadoras tradicionais que usam fibra óptica cresceram no máximo 1% ao mês no mesmo período.
O modelo de negócio, contudo, enfrenta barreiras de custo. O kit mini, o dispositivo mais acessível, custa em média R$ 2.000, embora haja vendas em locais selecionados por R$ 499,00. A assinatura mensal adiciona R$ 189,00. A prática de instalar múltiplos conjuntos de antenas em um local para revenda, chamada de “fazendas de Starlink”, pode ser irregular se não houver autorização da Anatel para prestar Serviço de Comunicação Multimídia (SCM).


