O ex-banqueiro busca prisão domiciliar no Supremo Tribunal Federal (STF) após a possível falha nas negociações de delação premiada com a Procuradoria-Geral da República (PGR) e a Polícia Federal (PF). A defesa foca em recursos para reverter decisões do relator André Mendonça, que determinou a prisão de familiares.
A estratégia da defesa concentra-se em pedidos de prisão domiciliar para o pai e o primo do ex-banqueiro, ambos detidos na sexta fase da Operação Compliance Zero. A decisão final sobre os casos depende da Segunda Turma do STF. O ministro Gilmar Mendes solicitou vista dos dois processos, enquanto André Mendonça e Luiz Fux votaram pela manutenção das prisões no plenário virtual.
A defesa calcula que os pedidos de vista podem anular a decisão do relator, gerando expectativa de que o pai do executivo obtenha a prisão domiciliar ainda nesta semana. Caso a soltura ocorra, os advogados pretendem apresentar um agravo regimental em favor do ex-banqueiro.
Em março, o voto de Kassio Nunes Marques manteve a prisão preventiva do ex-banqueiro. Na época, autoridades avaliavam que a prisão aumentaria a chance de um acordo de delação. A tramitação do recurso contra a prisão do executivo estava paralisada devido às negociações, que não devem se confirmar.


