O Supremo Tribunal Federal (STF) passou a participar ativamente das decisões e negociações do caso Banco Master, o que representa uma mudança no cenário institucional brasileiro. Segundo o especialista Creomar de Souza, a Corte não atua mais apenas como árbitro externo, mas sim no centro das crises.
De Souza explicou que, em crises anteriores decorrentes de má gestão ou ilicitudes, o STF era acionado somente como instância final, mantendo-se distante das articulações iniciais. No caso Master, a Suprema Corte se envolveu diretamente nas decisões e negociações relativas ao episódio.
O analista alertou que o risco político imediato reside na naturalização de ações inadequadas que causam ou tentam resolver a crise. Ele afirmou que a postura de atores políticos que tratam com normalidade os efeitos negativos de falhas de gestão distorce a percepção da gravidade do problema para a população.
O caso apresenta alta complexidade e risco no futuro próximo. Os desdobramentos envolvem impactos orçamentários, efeitos na composição política do Congresso, conflitos internos ao STF e as condições da Procuradoria-Geral da República para avaliar as investigações.

