O Superior Tribunal de Justiça (STJ) negou, por unanimidade, o pedido de liberdade da defesa de uma influenciadora presa por suspeita de lavagem de dinheiro ligada ao PCC. A decisão, tomada na tarde desta terça-feira (9), manteve a prisão preventiva da figura pública, que está detida em penitenciária no interior de São Paulo desde 21 de maio.
A ministra Maria Marluce Caldas declarou ao final do julgamento que negou provimento ao agravo regimental no habeas corpus, recomendando ao Tribunal de Justiça a celeridade no caso. A investigação da Polícia Civil de São Paulo indiciou a influenciadora e outras cinco pessoas por envolvimento em organização criminosa e lavagem de capitais.
Segundo a apuração, a figura pública utilizava sua projeção social para dar legalidade a recursos oriundos de atividades ilícitas da facção, prática que teria ocorrido pelo menos desde 2022. A defesa da influenciadora lamentou o resultado, afirmando que a manutenção da prisão é ilegal e desnecessária, e que continuará a luta pela liberdade perante o Tribunal de Justiça de São Paulo.
A Quinta Turma do STJ é composta pelos ministros Reynaldo Soares da Fonseca, Ribeiro Dantas, Joel Ilan Paciornik, Messod Azulay Neto e Maria Marluce Caldas.


