A Suprema Corte dos Estados Unidos decidiu nesta segunda-feira não analisar um recurso apresentado pelo ex-presidente Donald Trump. A medida mantém o veredito de um júri de Nova York, que determinou que ele pague US$ 5 milhões em indenização à escritora Elizabeth Jean Carroll por abuso sexual e difamação.
O caso teve origem em uma ação civil movida por Carroll, que acusou Trump de agressão sexual em um provador de loja em Manhattan, na década de 1990. Em 2023, um júri concluiu a responsabilidade do ex-presidente por abuso sexual e difamação, fixando a indenização em US$ 5 milhões. Os jurados reconheceram o abuso sexual, mas rejeitaram a acusação de estupro conforme o Código Penal de Nova York.
Para tentar reverter a decisão, Trump alegou que o juiz permitiu provas que influenciaram os jurados. Entre essas provas estavam depoimentos de outras duas mulheres e uma gravação do programa Access Hollywood de 2005. Uma corte federal de apelações confirmou o veredito em dezembro de 2024, e a Suprema Corte não explicou os motivos da rejeição do recurso.
A decisão encerra as possibilidades de recurso no processo principal. Em outro caso relacionado, Trump já havia sido condenado a pagar US$ 83,3 milhões à escritora por difamação, e um painel de juízes federais rejeitou seu recurso contra essa condenação em setembro.

