A Polícia Federal (PF) identificou o líder de um grupo de intimidação, conhecido como “A Turma”, após um empresário em Nova Lima, Minas Gerais, suspeitar de espionagem por meio de um drone. A investigação revelou a estrutura do grupo, que se dedicava a ameaças e obtenção de dados sigilosos.
A suspeita de monitoramento aéreo por parte do empresário levou a PF a rastrear os movimentos do grupo. Conversas interceptadas mostram que, em 26 de março de 2024, o empresário solicitou a um aliado que resolvesse a situação dos drones. O aliado sugeriu abordagens “ostensivas” ou “veladas” para intimidar o suposto espião.
O rastreamento se concretizou quando um integrante do grupo registrou entrada no condomínio do empresário. O cruzamento desse registro com as mensagens interceptadas confirmou que o líder era um policial federal aposentado. Em uma segunda tentativa, o grupo descobriu que o monitoramento era, na verdade, uma busca por um cachorro chamado Pitoco.
O grupo “A Turma” era responsável por coerções, intimidações e acessos indevidos a sistemas governamentais. A liderança operacional é atribuída ao policial aposentado, que está preso desde março deste ano. De acordo com a PF, os pagamentos mensais ao grupo giravam em torno de R$ 400 mil.

