O líder supremo do Talibã, Hibatullah Akhundzada, proibiu servidores públicos e integrantes do governo afegãos de utilizar smartphones. A determinação, divulgada em decreto nesta terça-feira, 9, reforça o controle tecnológico do regime sobre a estrutura estatal do país.
A nova medida estende as restrições digitais impostas pelo Talibã desde que assumiu o poder em 2021. Segundo informações de veículos de comunicação, o descumprimento da ordem pode resultar em processos perante tribunais militares. O Ministério da Justiça afegão encaminhou o documento a autoridades judiciais, policiais e de inteligência para assegurar o cumprimento integral da regra.
O decreto também estabelece que tribunais militares devem monitorar a aplicação da norma e reportar periodicamente a liderança talibã sobre o seu cumprimento. Esta determinação ocorre dias após o Departamento de Educação Islâmica proibir o uso de aparelhos em salas de aula e seminários religiosos, quando o ministro do Ensino Superior classificou os dispositivos como “um dos três principais inimigos dos muçulmanos”.
Desde a retomada do poder, o governo talibã tem restringido o acesso à internet e plataformas digitais. Em setembro de 2025, o país sofreu um apagão de internet de 48 horas, seguido pela restrição a redes sociais como Instagram, Facebook e Snapchat. As ações visam reforçar o controle do grupo sobre a circulação de informações no Afeganistão.

