A proposta de tarifa adicional de 25% do Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos sobre exportações brasileiras reacende o debate protecionista. A medida pressiona setores exportadores e gera pessimismo na Bolsa, embora o impacto macroeconômico seja considerado limitado pela imprensa.
O mercado acompanha de perto os desdobramentos setoriais após a proposta de tarifa. Embora o Ibovespa tenha caído cerca de 9% em maio, o indicador de sentimento de mercado da XP voltou à zona de “pessimismo extremo”, sinalizando pontos de entrada favoráveis para investidores de longo prazo. Um eventual avanço em negociações de paz no Oriente Médio pode reduzir a aversão global ao risco.
Em termos macroeconômicos, a XP revisou suas projeções e prevê apenas dois cortes de 0,25 ponto percentual na taxa Selic, mantendo os juros em 14,00%. A deterioração das perspectivas de inflação limita a margem de manobra do Banco Central. Exportadores de commodities, como o Brasil, mantêm posição relativa melhor, mas a retomada da flexibilização monetária só deve ocorrer em 2027, se a política fiscal se tornar menos expansionista.
Em setores específicos, data centers emergem como novo vetor de demanda para armazenamento de energia, impulsionados pelo consumo da inteligência artificial. Um relatório da XP, baseado em webinar da S&P Global, detalha os pontos de atenção para investidores que buscam se posicionar nessa tendência estrutural.


