O governo dos Estados Unidos elevou sua tarifa global de 10% para 12,5% após investigar o uso de trabalho forçado. A medida, detalhada em relatório, coloca o comércio com a China no alvo e pode impor uma tarifa adicional de 25% ao Brasil por supostas práticas desleais.
A nova alíquota de 12,5% substitui a sobretaxa anterior aplicada a parceiros comerciais dos EUA. A investigação do Escritório do Representante de Comércio dos EUA (USTR) analisou 60 países, que representam 99% do comércio externo americano, e identificou falhas no cumprimento de padrões de trabalho.
Caso os EUA confirmem a aplicação de uma tarifa de 25% contra o Brasil, a sobretaxa total em certos produtos pode atingir 37,5%. Segundo estimativas do governo brasileiro, 21,5% das exportações brasileiras aos EUA seriam afetadas. O USTR justificou a ação citando o ‘dumping social’, prática que reduz custos de produção por meio de trabalho forçado, gerando concorrência desleal.
A investigação do USTR mapeou o fluxo de insumos suspeitos, analisando se o Brasil compra matérias-primas de regiões acusadas de trabalho forçado, como a China, e exporta produtos finais para os EUA. Itens como café, carne bovina, suco de laranja e componentes aeronáuticos foram listados como exceções à tarifa.


