A seleção japonesa adota uma tática que explora espaços vazios do campo, uma estratégia que será testada contra o Brasil nos 32 avos de final da Copa do Mundo. O sistema 3-4-3 transforma o ataque em linha de cinco jogadores, priorizando a circulação rápida da bola para encontrar companheiros livres.
A filosofia de jogo japonesa, resumida em um desafio de três jogadores contra cem crianças, foca na exploração do espaço. Em vez de depender de dribles ou velocidade, a equipe atrai a marcação para um setor e busca inversões longas, encontrando jogadores livres na segunda trave ou no corredor oposto. Os alas, como Ritsu Doan e Keito Nakamura, são fundamentais nesse mecanismo, cortando para dentro para inverter rapidamente o lado da jogada.
Essa característica tática foi observada em jogos anteriores. Em um empate contra a Suécia, por exemplo, um lance demonstrou a busca pela desmarcação, com Ao Tanaka encontrando Daichi Kamada livre no lado esquerdo da área. A principal vulnerabilidade da equipe do técnico Carlo Ancelotti, segundo a imprensa, reside nos lados do campo, que podem ser explorados pelas inversões rápidas.
Outros adversários já se adaptaram a essa abordagem. Contra a Holanda, Frenkie de Jong recuou para formar uma linha de cinco defensores para acompanhar os jogadores abertos do Japão. O confronto com o Brasil representa um teste para a seleção japonesa, apontada como força emergente no futebol mundial.

