As taxas dos Depósitos Interfinanceiros (DIs) curtos e intermediários caíram na sexta-feira, 26 de junho, impulsionadas pela expectativa do mercado de que o Banco Central reduza a taxa básica Selic em agosto. A ponta longa da curva manteve-se estável, enquanto a queda do petróleo internacional também contribuiu para o movimento.
A queda nas taxas de DI ocorreu após quatro sessões consecutivas de recuo. Um operador ouvido pela imprensa afirmou que o mercado consolidou o consenso de que o Banco Central voltará a reduzir a Selic. Essa visão foi reforçada pelo IPCA-15, índice que mostrou melhora em métricas de junho, incluindo preços de serviços e núcleos inflacionários.
A taxa do DI para janeiro de 2028 fechou em 14,14%, com baixa de 11 pontos-base em relação ao ajuste anterior. Em contraste, a taxa para janeiro de 2035 permaneceu estável, em 14,315%. O coordenador-geral de Operações da Dívida Pública do Tesouro Nacional, Helano Dias, comentou que o mercado enfrentou “dificuldade técnica” recente, o que levou o Tesouro a cancelar o leilão de Notas do Tesouro Nacional – Série B (NTN-B).
A dinâmica do mercado foi influenciada por fatores externos. A queda do petróleo Brent para perto de US$72 o barril também afetou a curva brasileira. Paralelamente, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informou que a taxa de desemprego atingiu 5,6% nos três meses até maio, um nível menor que os 6,2% registrados no mesmo período de 2025.

