A escolha do fundo de investimento, especificamente a taxa de despesa, impacta o retorno financeiro de longo prazo. Especialistas apontam que ETFs com custos menores, como o VOO, superam outros que rastreiam o S&P 500, preservando mais ganhos ao longo de décadas.
A taxa de despesa é um percentual cobrado sobre os ganhos ou perdas de um fundo, sendo um custo embutido em cada fundo mútuo e ETF. Segundo a análise, se um investidor escolher um fundo inadequado para o índice desejado, ele perde dinheiro anualmente, independentemente do desempenho do mercado. A diferença entre dois fundos que seguem o mesmo índice pode resultar em retornos divergentes apenas por causa da cobrança de taxas.
O comparativo entre o SPDR S&P 500 ETF (SPY) e o Vanguard S&P 500 ETF (VOO) ilustra o ponto. A escolha pelo VOO permite economia anual enquanto se atingem metas financeiras. Um custo de 0,1% sobre um ganho de 8% significa que o investidor retém 7,9%; em um ano de queda de 5%, a perda efetiva é de 5,1%. Essa diferença se acumula ao longo de décadas.
Além do S&P 500, a concentração de risco em fundos como o Invesco QQQ Trust (QQQ), que foca no Nasdaq-100, deve ser observada. Embora este fundo tenha apresentado retornos mais altos, como quase 19% no ano até a data, ele representa um perfil de risco diferente de um índice de mercado amplo. A recomendação é comparar as taxas de despesa de dois ou três fundos que rastreiam o mesmo índice antes de investir.

