As taxas dos Depósitos Interfinanceiros (DIs) subiram pela quinta sessão consecutiva na sexta-feira, após dados de emprego dos Estados Unidos mostrarem geração de postos de trabalho acima do esperado em maio. O resultado norte-americano reforçou a percepção de juros elevados e pressionou as projeções de inflação e Selic no Brasil.
A alta nas taxas futuras brasileiras ocorreu após o Departamento do Trabalho dos EUA informar que foram gerados 172 mil postos de trabalho em maio, valor superior aos 85 mil projetados por economistas. O dado de abril também foi revisado, passando de 115 mil para 179 mil novas vagas.
No mercado doméstico, a taxa do DI para janeiro de 2028 fechou em 14,645%, elevando 27 pontos-base em relação ao ajuste anterior. A taxa do DI para janeiro de 2035 atingiu 14,655%, com alta de 21 pontos-base. Operadores comentaram que os dados de emprego dos EUA se somaram a fatores locais que impulsionam a curva brasileira.
Instituições financeiras elevaram projeções de inflação e Selic. O BofA, por exemplo, alterou sua projeção para a Selic no fim do ano de 13,25% para 14,25%. A instituição declarou que a mudança reflete “uma combinação de deterioração da dinâmica corrente da inflação, aumento das expectativas de inflação e enfraquecimento do real”.


